quarta-feira, 16 de julho de 2014

Plano de Ação : A implemetação da Lei 10.639/03 nas escolas da rede Pública no município de Piúma - ES que atendem o Ensino Fundamental


PLANO DE AÇÃO

A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 NAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE PIÚMA–ES QUE ATENDEM O ENSINO FUNDAMENTAL.

Objetivos:

Objetivo geral:

Percorrer as escolas do ensino fundamental do Município de Piúma-ES, para assim, efetuar a Lei 10.639/03  “Educação para as Relações Étnico-racias e o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira, nestas redes de Ensino onde ainda não são implementadas, ou até mesmo aprimorar onde já possuem para um melhoramento do cumprimento da mesma.

Objetivos específicos/e ou Estratégias de Ação:

·         Averiguar quais as disciplinas está se adequando à Lei.

·         Observar se os livros didáticos adotados pelas escolas já não apresentam negros de forma estereotipada.

·         Conhecer os Projetos-políticos-pedagógicos e em quais escolas os propósitos da Lei 10.639/03 já estão contemplados.

·         Identificar professores/as que tenham cursado seminários , palestras e /ou similares que versem sobre a temática e dialogar acerca de suas ações/atuações.

·         Oferecer as informações colhidas ao movimento negro do município Cachoeiro de Itapemirim, para que se necessário, colocar a disposição a fazer palestras para professores/as e comunidades escolares no município de Piúma.

Justificativa:

Embora desde 2003 no Brasil se vigência a Lei 10.639/03 que tornou obrigatória às escolas públicas e particulares a “Educação para as Relações Étnico-racias e o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira, que por sua vez alterou a Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). A divulgação das "Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana" trouxe aos profissionais de história, professores e pesquisadores, novos desafios. Questões diversas vezes levantadas por historiadores e por sujeitos sociais ligados aos movimentos negros, como a continuidade das desigualdades raciais após a abolição da escravidão, tornam-se, com essa oportunidade, motivo e incentivo para a implantação de uma política educacional. Visando à educação e à transformação das relações étnico-raciais, e criando pedagogias de combate ao racismo e às discriminações, o caminho escolhido pelas "Diretrizes" foi a valorização da história e cultura dos afro-brasileiros (Brasil, 2004: 9). Sendo assim, é preciso chamar a atenção para a importância dos conceitos de cultura e identidade negras (e/ou afro-brasileiras).

Colocando no centro do debate conceitos de raça, identidade negra, racismo, democracia racial, cultura negra, cultura afro-brasileira, pluralidade cultural e cultura brasileira, a política educacional proposta pelas "Diretrizes" exige o aprofundamento desses conceitos e sua contextualização no processo histórico. Para além do evidente envolvimento de educadores, as "Diretrizes" convocam os profissionais de história para uma ampla reflexão sobre a história da cultura afro-brasileira, em suas dimensões de pesquisa e ensino. Nos últimos anos, diversos grupos dos movimentos negros, artistas, integrantes de grupos culturais e intelectuais negros da academia têm reivindicado o "reconhecimento", a valorização e a afirmação da identidade e dos direitos dos afro-brasileiros. Como afirmam as próprias "Diretrizes", o "reconhecimento" exige justiça e igualdade de direitos sociais, civis, econômicos e culturais, assim como "a adoção de políticas educacionais e de estratégias pedagógicas que valorizem a diversidade, visando superar a desigualdade étnico-racial presente na educação escolar brasileira, nos diferentes níveis de ensino" (Brasil, 2004: 12).

O "reconhecimento" ainda exige o questionamento das visões sobre as relações raciais no Brasil, assim como a valorização e o respeito à história da resistência negra e da cultura dos africanos e seus descendentes. Recentes pesquisas sobre a organização e os significados da família escrava, sobre as lutas dos escravos e libertos pela realização de suas festas e crenças, sobre as fugas, quilombos e revoltas, ou sobre a luta dos próprios escravos e seus descendentes pela abolição já têm recebido espaço de divulgação, embora ainda pequeno, nos livros didáticos, nos cursos de atualização de professores e em revistas de grande circulação. A história da cultura afro-brasileira e africana, entretanto, assim como a problematização desses conceitos, não tem recebido a mesma atenção e divulgação. Como todos os conceitos, eles precisam ser entendidos como categorias politicamente construídas ao longo da história por sujeitos e movimentos sociais que os trouxeram à tona (ou os recriaram) e os elegeram como fundamentais. Assumir naturalmente a existência de identidades negras ou de uma cultura afro-brasileira é perder a dimensão das lutas travadas em torno da construção de identidades - mestiça, indígena, popular, brasileira ou regional - ao longo da história do Brasil. Sendo assim, é preciso chamar a atenção para a importância de pensar a história dos conceitos da cultura negra (e/ou afro-brasileira) e das identidades negras.

Paul Gilroy tem trazido a essa discussão uma série de reflexões que ajudam a pensar as relações entre identidades políticas negras e afirmações culturais (culturas políticas, portanto), e são fundamentais para serem discutidas com professores de história e agentes sociais ligados à educação das relações étnico-raciais. As tradições inventadas de expressão musical negra são pensadas dentro de uma prática de cultura política e política cultural. As disputas atuais sobre a autenticidade da música negra (no caso do Brasil, as discussões sobre a origem do samba e do funk são emblemáticas) devem ser vistas como portadoras de uma inegável significação política. Para o autor, "as culturas do Atlântico negro teriam um caráter desavergonhadamente híbrido" (Gilroy, 2001: 204).Stuart Hall, por sua vez, também aborda o impasse entre identidade negra e essência cultural. Para o autor, "o momento essencializante é fraco porque naturaliza e des-historiciza a diferença, confunde o que é histórico e cultural com o que é natural e biológico e genético. No momento em que o significante 'negro' é arrancado de seu encaixe histórico, cultural e político, e é alojado em uma categoria racial biologicamente construída, valorizamos, pela sua inversão, a própria base do racismo que estamos tentando desconstruir" (Hall, 2003: 345). Entre as tentações que essa perspectiva provoca, corre-se sempre o risco de defender a crença numa purificação do impuro.

O parecer sugere, primeiramente, que o ensino de história afro-brasileira abarque, com prioridade, iniciativas e organizações negras. O texto completo relativo a essa sugestão envolve diversos e diferentes elementos, que muitas vezes sugerem uma continuidade básica e estrutural da história e da cultura afro-brasileira, quando, por exemplo, relaciona o quilombo de Palmares, do século XVII, com as comunidades negras hoje classificadas como remanescentes de quilombos. Porém, sua principal e mais fecunda intenção é, sem dúvida, o incentivo ao trabalho com a história local, buscando conhecer a história das associações que se identificam enquanto organizações negras (que têm contribuído para o desenvolvimento de comunidades, bairros, localidades, municípios, regiões). Exemplos: remanescentes de quilombos, associações negras recreativas, culturais, educativas, artísticas, religiosas (irmandades católicas ou grupos evangélicos), de assistência, de pesquisa, grupos do movimento negro. Nesse sentido, o foco do trabalho escolar sobre essas associações pode se colocar sobre sua historicidade, destacando exatamente o processo histórico de construção da identidade negra do grupo, e as diversas matrizes culturais (africanas, portuguesas, norte-americanas etc.) por ele acionadas. Assim, os estudantes podem reconhecer, de forma prática, que tradições e experiências confluíram para definir, hoje, a identidade negra dos grupos estudados. Além do mais, abre-se a possibilidade de se avaliar a atuação política dos afrodescendentes para além do período de luta contra a escravidão, perspectiva que predomina nos livros didáticos e no próprio ensino de história.

Em uma outra estratégia de ensino, um certo sentido de valorização do tradicional como aquilo que formalmente resiste a mudanças não deixa de estar presente quando o texto das "Diretrizes" sugere que se traga para a escola congadas, moçambiques, rodas de samba ou maracatus, como formas de ser e viver da cultura negra. No entanto, tais manifestações têm história, precisam de tempo e lugar para acontecer, e isso pode ser destacado pelo professor, para não se correr o risco de mumificar tais manifestações no trabalho em sala de aula, com resultados contrários aos que pretendem as "Diretrizes" aprovadas. Sempre que possível, tal abordagem pode ser feita associada a grupos e associações que desenvolvem essas manifestações hoje, de forma que elas sejam percebidas como manifestações culturais vivas, ligadas a lutas políticas e sociais atuais e, portanto, sujeitas a transformações de significados ao longo do tempo.

Após um estudo pertinente nas Escolas, se constatou que poucas delas a implementam e quando a tornam em prática se atendem especificamente o Ensino Fundamental, e em sua maioria das vezes, são cumpridas  exclusivamente aos professores (as) de história, e em outros casos pelos demais professores das outras disciplinas. Toda essa informação se deu pelos representantes do Movimento Negro do município de Cachoeiro de Itapemirim, onde resido. Após coleta de dados, o Plano de Ação, possui a finalidade de averiguar se há uma efetiva implementação dessa Lei no município de Piúma, onde se localiza o Polo.
Período de Execução:

Junho a Agosto 2014. Caso houver necessidade serão convidado os representantes do movimento negro, para dialogar com as escolas, no mês de  novembro, em comemoração ao “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”(nome atualizado pela Lei 12.519/2011) 20.

Previsão de Atendimento Público

·         Escolas

·         Pedagogas (os)

·         Professores (as).

·         Educandos (as).

Recursos Materiais/ Pessoais

·         Almoço, lanche.

·         Digitação das impressões

·         Transporte com Movimento Negro.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Eu sou negra/o, e você?

O Brasil, um país miscigenado, cujo no século XIX a maior parcela da população era negra e no século XX iniciou um processo de embranquecimento por acreditar que a mestiçagem não traria progresso ao país (HEILBORN; ARAÚJO; BARRETO, 2010), vive no século XXI uma pseudo democracia racial.
O racismo tem sua origem na elaboração expansão de uma crença que justificava a desigualdade entre os seres humanos em virtude das diferenças eminentes entre as raças humanas (GUIMARÃES, 1999). As/os africanas/os, sendo o público preferido para a exploração escravista, tornam-se alvos de uma associação onde atribuem às/aos negras/os africanas/os a inferioridade da condição estrava. Esta torna-se uma condição essencial das/os negras/os, no decorrer dos séculos e até o presente momento, onde ainda é possível observar os efeitos deste período e também as diversas formas atuais de preconceito, como o grande índice de desemprego que acomete a população negra, o genocídio de adolescentes e jovens negras/os e os baixos índices de escolaridade, se comparados à população de raça branca.
Nota-se que, durante o século XIX, raça era tida como uma categoria na qual as diferenças eram dadas ontologicamente, onde cada raça possuía uma natureza própria, que a diferenciava das demais. Assim, foi sendo construída a ideia de que o indivíduo estaria submetido às características boas ou ruins de sua raça; características que definiam o grupo (psicológicas, biológicas, sociais e de caráter):
Definia-se, assim, uma hierarquia na qual brancos e brancas de origem europeia eram entendidos como superiores (do ponto de vista moral, físico e psicológico) em detrimento dos/das indígenas autóctones, asiáticos/as e negros/as africanos/as, ainda que pelo pensamento racial, houvesse subdivisões dentro dos grupos (HEILBORN; ARAÚJO; BARRETO, 2010, p.72).
Com tais concepções, a miscigenação se tornaria degenerescente, tornando os miscigenados um grupo fraco que incorporaria as características negativas de cada grupo (HEILBORN; ARAÚJO; BARRETO, 2010).
As teorias do século XIX apresentam uma “pseudocientífica” do racialismo, que aponta para o fato de diferenças morfológicas e hereditárias serem fatores de definição para as diferenças culturais e morais entre grupos. Neste período, a ciência biológica, a partir das características morfológicas, é o que determina as diferentes capacidades das raças e a sua moralidade, levando a uma segregação entre as raças. Além da cor, a estrutura craniana e capilar, os tipos de nariz, lábios, queixo e etc. tornam-se determinantes para calcular inteligência e moral das pessoas. Tais considerações levaram à criação do índice cefálico que apontava, em uma escala evolutiva, o homem branco no topo, seguido por mulheres brancas e as outras raças em patamares descendentes, formando uma hierarquia das raças. A teoria da hierarquia racial é um fator de justificativa para as ações segregacionistas, coloniais e/ou de extermínio de populações consideradas inferiores, trazendo à tona um racismo científico, cujas consequências foram os trágicos resultados do colonialismo, racismo e do apartheid (HEILBORN; BARRETO, 2010).
Assim, a escravidão encontrou uma justificativa para a inferioridade a partir da cor e associada à moral e à capacidade intelectual da/o negra/o. É importante citar aqui as concepções de superioridade racial nos conceitos bíblicos. Temos também a teoria do poligenismo, que defendia a origem da humanidade a partir de vários lugares de forma independente, dando início a várias subespécies humanas (a teoria racialista mais radical). Não obstante, o monogenismo de teor hierárquico (teoria que aponta a humanidade como, embora indivisa, com a moral, a beleza e a capacidade de progredir como fatores determinantes das diferenças raciais e desigualdades. A partir dos conceitos de Charles Darwin, o darwinismo e o darwinismo social permitiram a integração de um sistema de pensamento que prevaleceu no século XIX: a origem das espécies (entre elas, a humana), a distinção de raças e a superioridade de umas sobre as outras. Ao final do século XIX, vimos desabrochar a antropologia moderna, que passou a defender que um elemento cultural só faria sentido quando considerado a partir da totalidade na qual faz parte. No entanto, em meados do século XX, no momento em que a antropologia social ou cultural afastava-se do conceito de raça no estudo das sociedades, assistimos ao surgimento do nazismo e das ações políticas de segregação e extermínio baseadas na raça.
Ao fazer uma análise requintada sobre a origem de cada brasileira/o, serão encontrados vestígios oriundos desta mestiçagem que somos originados, e este é um fato que deve ser considerado com grande admiração, pois vem com a proposta de sermos um país repleto de diversidades étnicas e culturais, onde o respeito a tais diversidades seja primordial. Diante disso, devemos discutir sobre o quanto somos miscigenados, e do quão “embranquecidos” estamos.

Dizemos isso em decorrência de percebermos que, em 2010, o município de Piúma tinha 18.123 habitantes, e 9.516 declararam-se brancos (52,51%), 924 negros (5,10%), 91 amarelos (0,50%), 7.559 pardos (41,71) e 33 indígenas (0,18%). Não se sabe quais critérios foram utilizados para as definições de pertencimento aos grupos raciais citados acima (sejam cor de pele, outros atributos físicos,  ou heranças genealógicas), mas é relevante a promoção de uma reflexão sobre quais atributos nos definem como pertencentes a este ou outro grupo étnico.
Referências
CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Pi%C3%BAma> Acesso em: 7 de julho de 2014;
GUIMARÃES, A. S. A. COMBATENDO O RACISMO: Brasil, África do Sul e Estados Unidos. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 14, nº 39; p.103-117. Fevereiro, 1999;
HEILBORN, M. L.; ARAÚJO, L.; BARRETO, A. Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça | GPP – GeR: módulo III. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília : Secretaria de Políticas para as Mulheres, 2010.

domingo, 13 de julho de 2014

Plano de Ação 1 (Genêro) : Estou encarcerada mas continuo mulher...



 
 

Olá pessoal meu intuito com esse texto e demonstrar uma realidade pouco discutida e muito carente de ações e movimentos sociais,falo das mulheres reclusas dos sistema penitenciário brasileiro, em especial das mulheres do Estado do Espírito Santo, neste texto conforme aprendizado do módulo II disserto temas pertinentes a questão de gênero e demonstro a situação de constrangimento e humilhação vivida por essas mulheres.

O crescimento no número de mulheres presas no Espírito Santo reflete uma realidade claramente percebida nas ruas. Segundo dados da Sejus, o Brasil está em 6º lugar no mundo no sistema penitenciário. Entre os estados brasileiros, o Espírito Santo está em 4º ,  verdade é que pouco se fala do tratamento recebido pela parcela da população feminina que vive sob a vigília constante do Estado penal.

Nos cárceres,  o tratamento dado às reclusas reforça o estereótipo de gênero: concursos de beleza, “dias de princesa”, aprendizado de danças, etc ; mas  as necessidades próprias de seu sexo são ignoradas pelo Estado que as custodia, sendo tratadas como homens e, por essa razão, humilhadas.

Entre as dificuldades que as presidiárias enfrentam no cárcere está o não atendimento às suas necessidades de gênero, como, tratamento ginecológico, fornecimento de absorventes e espaço materno-infantil para as mães e seus bebês.

Na questão da assistência médica, essa situação decorre da falta de profissionais especializados, pois o sistema penitenciário brasileiro conta com apenas 15 médicos ginecologistas para uma população de 35.039 presas, ou seja, um profissional para cada grupo de 2.335 mulheres, segundo dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça, de dezembro de 2012.

Diante do baixo contingente de profissionais, as administrações penitenciárias adotam a alternativa de encaminhar as detentas para atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS)  e cada consulta demora em média 01 ano.

Observamos claramente que as  mulheres presas têm vivenciado a invisibilidade de suas necessidades a partir da negligência do Estado, precisamos mudar essa realidade urgentemente com políticas publicas e movimentos sociais que beneficiem essas mulheres que apesar de reclusas merecem respeito e atendimento digno.

Enviado por: Ediane Patricia
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Plano de Ação 2 (Raça) : Construindo um mundo sem preconceitos...


Objetivo Geral da ação:

  _ Enriquecer a cultura indígena, negra e seus afro-descendentes e afro-brasileiros na escola e na sociedade, evidenciando e positivando as contribuições culturais dos/as negros/as para a formação do país.
_ Desmistificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana e indígenas.
_ combater o racismo e todo e qualquer tipo de discriminação existente no âmbito educacional.    
  
Justificativa:

A educação modifica o ser humano, pois o homem que adquire o saber, passa a ver o mundo e a si mesmo de outro ponto de vista. Adquirindo a capacidade de ser um elemento transformador de seu mundo.Na escola, valores sociais e morais são reforçados e também é nela que muitos preconceitos são perpetuado de forma quase imperceptível. Portanto é também na escola que se deve propiciar a reflexão crítica sobre a valorização da cultura negra, criando espaços para manifestações  que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmação positiva dos valores culturais negros pertencentes a nossa sociedade.     
 
Descrição da ação:

Em primeiro momento a temática será desenvolvida na sala de aula por meio de atividades para a sua exploração, sistematização e para a conclusão dos trabalhos. Os alunos devem fazer observações diretas no entorno familiar, observações indiretas em ilustrações e/ou vídeos, experimentações, leituras, oficinas, pesquisas. Em segundo momento o envolvimento dos pais  na conscientização do preconceito racial existente na sociedade e as formas de combate aos mesmo, posteriormente um encontro com toda a comunidade escolar para apresentação e exposição do material confeccionado ao longo das pesquisas.      
     
População beneficiada:

Alunos, comunidade escolar, funcionários e familiares.   

Postado por: Ediane Patricia

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Movimentos sociais feministas: uma luta histórica!

Olá pessoal! Bem vindas/os ao nosso blog de ações e movimentos sociais!


Neste texto pretendemos discorrer sobre os principais vetores que nortearam os movimentos sociais feministas, sintetizando o processo histórico e citando pontos principais no que tange à história crescente destes movimentos sociais, caracterizado por um despertar crítico das mulheres frente à opressão e dominação masculina.

Podemos apontar as relações sociais de desigualdade como um dos principais motivos que levaram as mulheres a uma reflexão e posterior indignação em relação ao seu lugar na sociedade.

Quando abordamos a questão da indignação com relação às desigualdades, precisamos fazer um resgate histórico para uma melhor compreensão. 

Ao se tratar dos movimentos sociais no Brasil, no século XIX podemos citar Bherta Lutz como sendo uma figura representativa no que se refere a luta pelo sufrágio feminino. Tal luta tem sua aderência por vários grupos de mulheres por todo o Brasil, e até mesmo as manifestações individuais tiveram duração de décadas, até início do século XX, quando na Constituição de 1932 a mulher conquista seu direito de votar e ser votada.

Essa conquista acima citada traz grande representação para as mulheres, pois se trata de uma conquista de espaço de representação política, de uma nova representação da imagem feminina diante da sociedade, onde a mulher conquista um espaço público, indo para além do que até então era posto à figura feminina: os ditos afazeres domésticos. 

Só para que possamos entender melhor, ao se tratar de discussão de relações de gênero se faz necessário retomarmos um pouco mais na história, para compreender de onde surge a distinção nas relações de gênero. Ideólogos da sociedade falocrática ocidental do século XVIII introduziram na sociedade distinções de gênero, tentando naturalizar funções para o sexo masculino e para o sexo feminino.

Entende-se que falocracia é uma:
Ideologia cuja base se sustenta na premissa básica de que o poder político/econômico, em diversos âmbitos, deva ser exercido somente por homens.

Desta forma compreendemos que, na verdade, tais distinções foram socialmente produzidas, onde mulheres e homens tem papéis diferentes dentro da sociedade, onde o espaço da mulher é no mundo privado, no lar, responsável pelos afazeres domésticos, pelo cuidado e criação dos filhos, dos idosos, enfim, como administradora da vida privada. Enquanto isso, o homem era responsável pelo sustento da família, pertencendo ao espaço público, lidando com o poder político e econômico.

Essas ideias se seguem por muitas décadas, até mesmo séculos, reproduzida por outros pensadores formadores de opiniões e reproduzida ao longo do tempo nas sociedades.

Retomando as lutas dos movimentos feministas, podemos dizer que tais processos de luta, na realidade, é por reconhecimento de desigualdades construídas historicamente. E os movimentos sociais estão presentes na sociedade para lembrarmos que o que se constrói socialmente pode ser desconstruído!  


Links para pesquisa:


Programa Mulheres Mil em Piúma/ES



Considerando o processo de luta e conquistas dos movimentos sociais em busca de políticas públicas que proporcione meios para a emancipação da mulher, falaremos um pouco sobre o Programa Mulheres Mil.
O Programa Mulheres Mil contribui para a promoção da autonomia da mulher através de cursos realizados pelo IFES – campus de Piúma do Instituto Federal do Espírito Santo. 




O que é o Programa Mulheres Mil?

O Programa Mulheres Mil foi instituído pela portaria do Ministério da Educação (MEC) nº 1.015, de 21 de julho de 2011, como uma ação integrante do plano Brasil Sem Miséria (BSM).

O programa tem por objetivo propiciar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade social a oportunidade de ocupação e renda por meio da oferta de cursos de formação inicial e continuada com carga horária mínima de 160 horas.

Por meio dos cursos as alunas têm aulas ligadas ao seu dia-a-dia (português, matemática, saúde, meio ambiente, cidadania e direitos da mulher) e aulas profissionalizantes.

O programa está inserido no conjunto de prioridade de políticas públicas do governo do Brasil, especialmente nos eixos promoção da equidade, igualdade entre os sexos, combate a violência contra as mulheres e acesso à educação.

A meta é garantir o acesso à educação profissional e a elevação da escolaridade de acordo com as necessidades educacionais de cada comunidade.

Estruturado em três eixos - educação, cidadania e desenvolvimento sustentável - o programa possibilitará a inclusão social, por meio da oferta de formação focada na autonomia e na criação de alternativas para a inserção no mundo do trabalho, para que essas mulheres consigam melhorar a qualidade de suas vidas e das de suas comunidades.




Mais informações podem ser obtidas nos links abaixo:


Movimentos sociais e políticas públicas

Olá visitantes, sejam bem vindas/os!

Nesta postagem iremos abordar a questão da luta dos movimentos sociais no Brasil e suas conquistas relacionadas às políticas públicas que buscam a superação das desigualdades de gênero e raça.

Em linhas gerias, entende-se que:
[...] o conceito de movimento social se refere à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar mudanças sociais por meio do embate político, conforme seus valores e ideologias dentro de uma determinada sociedade e de um contexto específicos, permeados por tensões sociais. Podem objetivar a mudança, a transição ou mesmo a revolução de uma realidade hostil a certo grupo ou classe social [...].

Dessa forma, ao compreendermos o conceito de movimento social vamos sintetizar aqui a influência da sociedade civil organizada em forma de movimentos sociais no Brasil na década de 1980, na busca da elaboração e implementação das políticasfocalizadas com a finalidade de concretizar ações de promoção de igualdade, através do reconhecimento das diferenças existentes e por compreender que as políticas universais não sanavam todas as demandas existentes na sociedade.

Assim, a sociedade civil organizada passa a questionar o papel do Estado, discutindo mudanças na formulação das políticas públicas, políticas essas que emergiram das manifestações dos movimentos sociais.
Nos movimentos sociais feministas que do século XIX se inicia um despertar crítico das mulheres em relação a opressão masculina, e seguindo no século XX, quando as mulheres passam a refletir sobre suas condições dentro da sociedade.

Podemos dizer que as conquistas do século XX com relação as desigualdades de gênero e raça, através de políticas públicas focalizadas que atendessem aos grupos historicamente marginalizados e excluídos de direitos tiveram grande influência positiva dos movimentos feministas.

Concluímos que a intervenção da sociedade civil organizada questionando direitos é fundamental, em toda a sociedade e em qualquer momento histórico, pois assim se inicia um processo de conscientização da importância da correção de desigualdades historicamente construídas, para que através das políticas afirmativas seja dado início a um processo de desconstrução de atitudes discriminatórias e de desigualdades, objetivando a chegada de um momento histórico onde as políticas passem a ser complementares, atendendo a todos com equidade.




 Links de consulta:


domingo, 25 de maio de 2014

Vamos aumentar as movimentações sociais no ES?

Olá pessoal! 

Estamos aqui para contribuir um pouco com informações sobre movimentos sociais no Espírito Santo e no Brasil, para conhecermos as movimentações existentes no nosso país que buscam transformações sociais em diversos âmbitos. Então vamos lá!

Hoje vamos falar sobre a EDUCAFRO – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes. Sua criação deu-se a partir de um momento na Igreja Matriz em São João de Meriti/RJ, onde o frei David Raimundos dos Santos, frade franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM) na Província da Imaculada Conceição da Brasil (São Paulo) estava reunido com cem jovens negros e carentes, conversando sobre a fé. Por curiosidade, Frei Davi perguntou quantos presentes queriam ingressar nas universidades. Somente duas pessoas responderam afirmativamente, e confessaram ser esta a vontade de suas mães, que trabalhavam como serventes na instituição e foram contempladas com bolsas de estudos. Frei David, com esta informação, fundou em 1992 o projeto Educafro, uma influente rede de cursinhos pré vestibulares comunitários empenhada na democratização do acesso às universidades públicas, estando presente em estados como o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e São Paulo. Há também a possibilidade de ingresso às universidades particulares com bolsas de até 100% no território nacional. Também existem universitários da Educafro até em Cuba! Com isso, na última década, mais negros entraram nas universidades do que em todos os séculos anteriores somados.

A missão da Educafro é de promoção à inclusão da população em especial negra e em geral pobre nas universidades públicas e particulares com bolsas de estudos, através do serviço voluntário ofertados nos núcleos pré vestibulares comunitários e setores da Sede Nacional, em forma de mutirão. Sua luta é para que o Estado cumpra suas obrigações através de políticas públicas e ações afirmativas na educação voltada para negros e pobres, possibilitando a diversidade étnica no mercado de trabalho, a defesa dos direitos humanos e o combate ao racismo.

Assim, a Educafro tem o objetivo de reunir pessoas voluntárias que lutam pela inclusão de negros e pobres nas universidades públicas e particulares com bolsas de estudos, possibilitando o empoderamento e mobilidade social para a população pobre e afrobrasileira. São objetivos específicos da Educafro:

  • Organizar e provocar o surgimento de núcleos de pré-vestibular (novos núcleos) nas periferias de todo Brasil;
  • Proporcionar surgimento de novas lideranças e cidadãos conscientes nas comunidades e nas universidades;
  • Ofertar formação cidadã e acadêmica através das aulas de professores voluntários nos cursinhos comunitários;
  • Apresentar propostas de políticas públicas e ações afirmativas aos poderes executivos, legislativo e judiciário;
  • Difundir princípios e valores que contribuam para a radical transformação social do Brasil e Américas, com fundamento no ideário cristão e franciscano;
  • Despertar nas pessoas a responsabilidade e autonomia na superação de dificuldades as tornando protagonistas de suas histórias;
  • Valorizar radicalmente, a organização de grupos sociais e populares como instrumento de transformação social e pressão junto ao Estado.

É simples fazer parte da Educafro! Quem já concluiu o ensino médio ou está prestes a terminar e deseja ingressar na universidade, ou tem interesse em tornar-se um professor voluntário no projeto deve participar das reuniões que acontecem às quintas-feiras às 18:00h ou aos sábados às 16:00h na Sede Nacional, situada à Rua Riachuelo nº 342, no centro de São Paulo/SP.


Então, vamos expandir a Educafro para o Espírito Santo?



Onde encontrar estas informações:

http://www.revistaafro.com.br/gente/frei-david-dos-santos/